Shifting Loyalties: Irish Great War Poetry
Vinicius Garcia Valim | 2018
Com o início da Primeira Guerra Mundial em 1914, a Irlanda, como parte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, tomou parte no conflito, embora sob um conjunto de diferentes tensões. Opiniões irlandesas sobre a guerra variavam; enquanto esta era vista por unionistas e alguns nacionalistas como uma causa nobre ao lado da Grã-Bretanha contra um inimigo em comum, outros rejeitavam a ideia de lutar ao lado de uma nação que havia colonialmente dominado a ilha por séculos e que viria a reagir violentamente ao Levante de Páscoa em 1916. Não é surpreendente, então, que essa ambivalência entre lutar “pela Grã-Bretanha” e “pela Irlanda” é uma questão na escrita de vários poetas irlandeses. Este trabalho tem por objetivo analisar de que forma a lealdade uma nação é apresentada em certos poemas selecionados sobre a Primeira Guerra Mundial, e se essa lealdade é dirigida à ideia de uma Irlanda independente ou à união com o Império Britânico. De acordo com uma visão ampla do que constitui “poesia de guerra”, a análise inclui poemas escritos por combatentes, por civis contemporâneos ao conflito e também por poetas escrevendo após a guerra, como forma de explorar como a Primeira Guerra Mundial foi reimaginada e seus efeitos realizados na poesia irlandesa posterior. A importância deste trabalho encontra-se em seu desafio a perspectivas reducionistas sobre a experiência irlandesa da Primeira Guerra Mundial e as respostas culturais a esta, bem como na sua investigação de tensões que permeiam a história irlandesa no século XX como um todo.